A QUASE CORRIDONA


No começo de 1965 só existia um autódromo no Brasil, Interlagos. As outras corridas eram realizadas em vias públicas ou aeroportos. Até que surgiu a notícia de que uma distante cidade de Santa catarina estava construindo um autódromo.
A cidade era Joaçaba. Há mais de 40 anos que se fala em um autódromo asfaltado na cidade catarinense, e de fato, já se falava nisso na época. Só que o asfalto custaria uma fortuna de 80 milhões, e Joaçaba ficou sendo uma pista de terra. A pioneira entre diversas outras do Estado de Santa Catarina.
Joaçaba na época tinha somente 6000 habitantes. Não tem muito mais atualmente, de fato, ainda é uma pequena cidade de 25000 habitantes. Assim o aparecimento da pista na região torna o fato mais inusitado ainda.
Apesar de pequenina, Joaçaba conseguiu atrair para a prova 200 km de Joaçaba nada menos do que a Equipe Simca, que naquele ano era a verdadeira papa-tudo do automobilismo brasileiro. As Abarth e Perereca ficaram em casa, mas Chico Landi levou duas carreteras, mais adaptáveis à pista de terra, que seriam pilotadas por dois feras, Jayme Silva e Ciro Cayres.
Além dos dois pilotos paulistas, havia gente de diversas outras cidades do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. de Curitiba, Novo Hamburgo, Concórdia, Passo Fundo, Lajes, Londrina, e Porto Alegre.
Só que o tempo não ajudou. Na presença da população inteira da cidade e mais gente de outros lugares, como a também humilde Herval D’Oeste, na hora “H”, com trinta carros no grid, caiu uma chuvarada daquelas, que tornava a pista impraticável. Não teve jeito, a prova teve que ser adiada.
Na segunda tentativa, já sem sombra da equipe da Simca, choveu de novo.
Eventualmente, os 200 km foram realizados. Sem o brilho esperado da corrida original, acabou ganhando o então presidente do ACESP, Osvaldo Lunardi, com um DKW. Lunardi tinha, durante os treinos para a prova, visto que a pista não era sopa, era perigosa. Saiu da pista numa perigosa lombada e sobrevoou uma estrada estadual. O segundo colocado foi Sergio Trentim, também com um DKW, taxi ainda por cima, com poucas modificações.
Valeu a força de vontade e persistência. Joaçaba continua na ativa até hoje.

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