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Meu primeiro livro de automobilismo, em inglês

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Finalmente, brevemente devo lançar meu primeiro livro de automobilismo.

Meramente por questões de mercado, será lançado inicialmente em inglês. Se o resultado for razoável, faço uma versão em português.

Entre outras coisas, o livro conterá uma série de dados e informações inéditas (nos meus blogs, lógico), e muita coisa que deu um trabalho imenso para achar e compilar.

O livro será disponível em papel e no format kindle, inicialmente com exclusividade na Amazon.com.

Para manter o custo baixo, não espere fotos. Fotos há milhares na internet, e pagar os donos de direitos autorais de centenas de fotos sai muito caro. Sendo assim, o livro será relativamente barato.

Para obter informações atualizadas, chequem este post.



Editora Abril ou Editora Fechou?

Como eterno amante da palavra escrita, a Editora Abril fez parte importante da minha vida até minha saída do Brasil. Além das revistas, minha família colecionou diversas enciclopédias em fascículos, como o Conhecer, Grandes Personagens da Nossa História e da História Universal, entre outros.

Era ávido leitor da inocente Revista Recreio, que chegávamos, eu e meu irmão, a esperar na banca.
E depois veio a Quatro Rodas. Quando comecei a seguir o automobilismo, a QR era uma das duas únicas opções viáveis para seguir o esporte, e enquanto estive no Brasil, ainda cobria o automobilismo de competição decentemente, embora não brilhantemente. Depois, virou esse troço. A cobertura das competições atualmente chega a ser anedotal, e o turismo também se foi das suas páginas rapidinho. Como ler sobre os carros que são comercializados no Brasil não me interessa muito na atualidade, confesso que nem lembro a última vez que comprei uma QR.
Tinha também a Veja, a Realidade. A primeira era um colosso, r…

Um sonho concretizado, até que enfim

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A vitória de Fernando Alonso em SPA, pilotando um Toyota numa prova de endurance era um sonho meu. Embora respeite Alonso, não sou um fervoroso fã. Meu sonho tinha a ver com outra coisa.

Comecei a seguir o esporte timidamente, aos 8 anos de idade, em 1969, Minha primeira temporada plena foi 1972 (que surpresa!). Naquela altura do campeonato, já sabia que existiam diferentes categorias, pistas e estilos. Amava a Formula 1, mas também adorava o Campeonato Mundial de Marcas.

Naquela temporada, um grande número de pilotos de Fórmula 1 participaram do campeonato de Endurance. De cabeça, a lista desses pilotos era a seguinte: Ickx, Regazzoni, Marko, Galli, De Adamich, Bell, Redman, Peterson, Schenken, Ganley, Cevert, Hill, Migault, Beltoise, Amon, Pescarolo, Pace, Soler-Roig, Revson, Merzario, Andretti, W. Fittipaldi Jr., Wisell e Stommelen.

Dentre um grande número de pilotos usados pela Ferrari no Mundial de Marcas de 1972, somente Sandro Munari não disputou a F1 naquele ano.

Embora os trê…

NAMOROS ENTRE PILOTOS, E UMA QUASE MORTE

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Post de 2014

Hoje em dia quase todos estão acostumados com o namoro entre Danica Patrick e Ricky Stenhouse Junior, dois pilotos da NASCAR. Até recentemente Stenhouse, que tem cara de garoto, era mais conhecido por esse fato do que seus resultados. Ocorre que Ricky já chegou em segundo numa corrida deste ano, algo que Danica nunca chegou perto até hoje. Os dois pilotos, que já se estranharam na pista, já namoram há algum tempo, embora nem Ricky, nem sua mãe pareçam gostar do hábito de Danica de se expressar com multidões de palavrões.

Na Indycar Danica não namorou ninguém. 



O romance Danica-Ricky não foi o único da história do automobilismo. De fato, a primeira mulher a correr na Fórmula 1, Maria Teresa de Filipis, chegou a ser noiva, ouviram bem, noiva de outro piloto italiano, o mais famoso Luigi Musso. Não deu em casamento, e para Maria Teresa foi melhor assim, pois em poucos anos ficaria viúva.

A própria Maria Teresa quase não chega a pilotar na F-1, pois um acidente em Mugello, em 195…

O assassino

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Na história do automobilismo, nem todos carros envolvidos em acidentes fatais foram descartados. De fato, muitos acidentes causavam muito mais danos nos pilotos do que nos carros, principalmente nos antanhos.

Mas o Ford V8 de Irineu Correa, de 1935, deve ser um recordista mundial de morbidez.

Esse não foi o carro usado por Correa para ganhar a Gávea em 1934. Era um carro novo, e um dos favoritos para ganhar a prova. Irineu, antes de iniciar a prova, declarava que a morte estava em toda parte no Trampolim do Diabo. Mal sabia ele.

Logo no início da prova, Irineu derrapou e deu uma trombada numa árvore, caiu num canal. Morreu.

O carro foi recuperado, e inscrito na mesma corrida da Gávea, em 1937, por Diogo Palombo. Desta vez o alvo foi um poste, durante treinos, e o resultado, o mesmo. Morte para Palombo.

Em 1938, o carro, devidamente restaurado, fez outra vítima - José Bernardo bateu em um barranco e morreu dos ferimentos.

Depois desse, acho que ninguém pensou em recuperar o "Assa…

Yo no creo en brujas pero que las hay, las hay

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Este é um post daqueles bem esquisitos, que envolve dois personagens, um sueco e o outro italiano, uma pista italiana, uma equipe inglesa com motores alemães. Mas, por que incrível que pareça, tem um ângulo bem brasileiro.
Foi publicada uma entrevista do Stefan Johannson na excelente Motor Sport, uma revista que é um prazer ler, principalmente agora, com o Nigel Roebuck às rédeas. No final da entrevista, Stefan conta uma história sobre o Elio di Angelis.
Elio disse que tinha comprado uma pulseira "Goddess of Bahia" no Rio de Janeiro, que presumo, era uma fitinha do Bomfim. Em Paul Ricard, França, Stefan perguntou a Elio se o seu desejo tinha se realizado, notando que ainda estava usando a pulseira brasileira. Elio disse que não, que a tal pulseira não funcionava, arrancou e jogou-a fora.
Saiu com o carro em seguida, acidentou-se e morreu.


Tirem as conclusões que quiserem. Quem narrou a história foi o Johansson, que era um grande amigo do Elio. Disse Stefan que a morte do co…

O dia dos Kiwis

POST DE 2011
Hoje em dia, não fosse por Scott Dixon da IRL, o automobilismo neozelandês estaria roubado. Houve época, entretanto, que os Kiwis brilhavam.

É possível dizer que seu dia mais brilhante se deu no principado de Monaco, em 1967. Naquele dia, os três pilotos neozelandeses presentes na corrida chegaram em primeiro, terceiro e quarto, todos quebrando marcos individuais.

O primeiro colocado foi Denny Hulme, que ganhava seu primeiro grande prêmio, decisivo para a conquista do título mundial daquele ano.

O terceiro foi Chris Amon, que obtinha seus primeiros pontos na Ferrari e seu primeiro pódium na F1, provando que tinha condições de assumir liderança da equipe, por razões que veremos a seguir.

O quarto foi Bruce McLaren que assim obtinha a melhor colocação da sua jovem equipe. Mais importante ainda, nas outras vezes em que pontuou com o McLaren, em 1966, Bruce tinha sobrevivido com o durável, porém impotente motor Serenissima. Naquela corrida de Monaco, Bruce conseguia, com um …