Ontem mesmo estava falando no Razia

Chegou ao fim a novela Razia-Marussia, com um resultado nada bom para o piloto - e para o automobilismo brasileiro. No segundo carro da fraca equipe estará o bem respaldado francês Jules Bianchi neste ano.

Quando ouvi pela primeira vez que estavam havendo problemas de "funding" com  o acerto do piloto brasileiro, logo conclui que o final da novela seria exatamente esse.

Há duas formas de encarar a situação. Uma pessimista, e outra otimista.

Pessimista.

Não me lembro da última vez em que se inicia uma temporada de F-1 com somente um piloto brasileiro no grid. É certo que minha memória não anda lá essas coisas, porém, de modo geral sempre havia dois ou mais brazucas desde 1973, salvo uma ou outra exceção. Para muitos - inclusive eu - é o prenúncio da possibilidade de não haver sequer um brasileiro no grid em 2014. Esperemos que o Massa faça uma boa temporada e continue a interessar a Ferrari, ou outra equipe (que não seja a Marussia...). Quem pode salvar a situação é o Felipe Nasr, se fizer uma boa temporada na GP2. Por outro lado, equipes vão pensar duas vezes ao negociar com "funded drivers" brasileiros.

Otimista

O Max Chilton pode dizer o contrário, porém o carro da Marussia continua, de longe, o pior carro do plantel. É o tipo de carro que mata carreiras, em vez de faze-las progredir. Para o Bianchi provavelmente não significará nada, pois já está com a vida ganha. Contanto que acumule alguns quilometros na pista, o objetivo está atingido. Sob o ponto de vista otimista, digamos que agora Razia pode passar o resto do ano procurando patrocinadores mais confiáveis, e quem sabe, no ano que vem tentar uma equipe melhor. Com certeza essa Marussia acabaria com a carreira do baiano, assim como a antecedente Virgin acabou com a carreira do Di Grassi na F1.

Potanto, quem não gosta do Massa não tem nenhuma opção esse ano. Quer dizer, tem a de torcer para pilotos de outras nacionalidades...

Para a Marussia, que esta semana diz querer motores Renault que a Renault não está querendo fornecer, resta a possibilidade de se aproximar da Ferrari. Seria este o fim da Cosworth na F1?

Carlos de Paula é tradutor, escritor e historiador de automobilismo baseado em Miami 

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