O piloto de Fórmula 1 mais rico do mundo

Atualmente há muita controvérsia em torno do canadense Lance Stroll. Na opinião de muitos, seu bilionário pai seria o único azeite a alavancar a carreira do precoce piloto, que só se parece com Max Verstappen na tenra idade. A opinião parece prevalecer no Brasil. Esquecem-se os conterrâneos que o último brasileiro a estrear na Fórmula 1 o fez em grande parte devido a vultoso patrocínio de uma instituição financeira brasileira. Tanto é que quando murchou o patrocínio, perdeu o lugar. Sim, Nasr tem mais currículo do que Stroll, mas também não é nenhum Senna, Emerson ou Piquet (pai), convenhamos. Só fez duas corridas realmente notáveis na categoria, a primeira e a última.

O tempo - quer dizer, a temporada de 2017 - dirá se Lance tem ou não algum talento.

Mas este post não é sobre Lance. Afinal, o pai está vivinho da silva, e o post se intitula "O piloto de Fórmula 1 mais rico do mundo".

Sim, sei que um certo Bernard Ecclestone tentou se classificar para o GP de Monaco de 1958 com um vetusto Connaught-Alta. Na época comerciante de carros, Bernie pelo jeito era muito otimista ao achar que tinha alguma chance de largar na corrida, pois, para piorar, havia um número enorme de inscritos. A carreira competitiva de Bernie é um tanto obscura. Bernie não foi o único cartola ou dono de equipe de Fórmula 1 a ter tentado uma carreira como piloto. Ken Tyrrell, Max Mosley, Frank Williams, Eddie Jordan, entre outros, também pilotaram sem muito sucesso. Colin Chapman, a meu ver, poderia ter sido um bom piloto, e Enzo Ferrari não foi mau piloto. Por outro lado, o multicampeão Alain Prost tentou ser dono de equipe de F1 e deu com a cara na porta. Le Professeur estava completamente fora do seu elemento como chefe de escuderia. Cada macaco no seu galho, diz o filósofo Riachão.

O ex-piloto de Fórmula 1 mais rico do mundo não é tampouco Michael Schumacher, nem o espólio de Ayrton Senna. Longe de ser o Jackie Stewart. Nem pense em Eddie Irvine, embora este tenha sabido investir sua grana.

É um piloto italiano que pelo menos na F-1 não deu muito certo. Tentou largar 15 vezes entre 1989 e 1990, e efetivamente fez 9 GPs com a Minardi. Na época, a F1 tinha um número imenso de pilotos italianos, entre os quais Alboreto, Patrese, Nannini, sendo assim, não se sobressaiu nem entre seus conterrâneos. Sua melhor colocação foi um tímido 11o. lugar. Ganhou corridas na F3 italiana, mas ao tentar a sorte na F-2 e na F3000, o piloto não se deu bem. Entretanto, nos carros esporte teve um currículo razoável. De fato, ganhou as 24 Horas de Le Mans de 1985 com Klaus Ludwig e John Winter, outras corridas de menor expressão, e pilotou também para a equipe Lancia e Toyota.

Seu nome, Paolo Barilla, que supostamente tem uma fortuna de 1,3 bilhão de dólares. Com os irmãos, herdou a maior fabricante de massas da Itália, a homônima Barilla.


Carlos de Paula é blogueiro, tradutor e escritor baseado em Miami

Comments

Popular posts from this blog

Patrocínios e patrocinadores – nem tudo que reluz é ouro

Uma grande decepção